sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aline Maria Moreira Dias – 2º MA

Consumismo como forma de cultura

Na década de 1950, no período do pós-guerra, surgiu nos Estados Unidos, este que já influenciava política e economicamente vários países do mundo, uma nova forma de poder sobre o outro, a influência sobre a cultura.
No início do mesmo século, a prática do fordismo, pensada a partir das ideias da administração científica de Frederick Taylor, possibilitou a extrema padronização do modo de produção nas indústrias. O artesão, que antes tinha plena autonomia em sua produção, passou a ser simplesmente operário, que executava uma única tarefa em meio a tantas outras na produção de um único produto.
Nesse período, em que o sistema capitalista atingia seu auge, com grandes produções e novos produtos industrializados, houve a necessidade de ampliar o número de consumidores. Surgia assim a cultura “jovem”, valorizando o adolescente como consumidor em potencial.
A publicidade, o marketing encarregaram-se de expandir a nova cultura aos demais países capitalistas. Veiculava-se o jovem como ideal de beleza, saúde e sensualismo à vida urbana e ao consumismo. Através do cinema, música, televisão e até mesmo em quadros como “Marilyn Monroe” (1962) do artista americano Andy Warhol, expandiu-se o novo estilo de vida que caracteriza o consumo como status social.
Essa cultura de massas, que segue o modo de produção industrial, tem como principal objetivo ampliar o mercado de consumidores. Esses são convencidos, através da publicidade, de que podem comprar sua individualidade, seu diferencial, mas o que temos é uma falsa individualidade, nessa cultura não existe o sujeito, existe a massa com seu caráter consumidor.


Aline Giraldes Cabral – 2º MA

A mudança de uma cultura em prol da juventude... e o suposto “eu”

• Inúmeras vezes pensamos que o “eu” é individual, mas percebemos que vivemos em uma sociedade de massa, onde o indivíduo é apenas na ideia das pessoas.
AG
• O pensamento é feito de ideias, mas ideias são só transformações da Indústria Cultural, que vem se modificando em prol do capitalismo.
AC
• Com as transformações da Indústria Cultural estamos vivendo a ideia da juventude prolongada.
AG
• Uma pessoa sempre tem que estar dentro dos padrões da indústria para estar “dentro” da sociedade. Como artistas que sempre têm a chamada obrigação de estar supostamente perfeitos.
AC
• Estamos mudando uma cultura para uma juventude prolongada.
AG
• Apenas uma ideia de juventude.
AC


Bruna Costa de Oliveira 2ºMB

Nossa verdadeira mãe

A Indústria Cultural, por meio da mídia, educa-nos. Nós somos o que ela quer que sejamos. Se tirássemos tudo o que aprendemos através dela, não sobraria nada, seriamos um completo nada. Até o papel do adulto que deveria servir como espelho para os jovens, que deveria educar o jovem, não existe mais, pois essa divisão de idade é inexistente na massa.
É nessa massa em que a Indústria Cultural age, pois é onde perdemos nossa personalidade e agimos de modo igual, o que nos torna assim parte da massa, todos um só. Como exemplo, em um grupo de pessoas, onde uma delas compra um celular diferente dos outros, vai-se querer ser diferente também, então até a ideia de ser diferente já é ser igual e é essa a ideia que move o capitalismo, pois se eu quero isso para sair da massa, outro quererá também, e, se todos têm a mesma ideia, todos são iguais.
É para impedir o tédio de pessoas que estão acostumadas a receber novidades a todo o tempo e mesmo assim garantir a grande procura de sua oferta/produto, os capitalistas usufruem da rapidez e eficiência do maquinismo e padronização de produtos. E Andy Warhol mostra-nos isso em sua pintura de Marilyn Monroe, na qual figuras repetidas com pequenas alterações levariam meses para ficarem prontas sem um espécie de molde.


Caio César Gomes de Sousa 2ºMB

Sociedade e Manipulação

Na sociedade em que vivemos, o que dita as regras é o sistema econômico capitalista, exercendo influência até sobre bens considerados culturais. Segundo T. W. Adorno, neste ponto reside o conceito de “Indústria Cultural”, capaz de transformar atividades de lazer em meios de manipulação social.
A “Indústria Cultural” forma indivíduos dependentes, incapazes de pensar, transforma a sociedade em uma grande massa, em que o “Eu” é dissolvido, pois não existe individualidade e originalidade, existe apenas a padronização. As formas de entretenimento que atingem grande número de pessoas e disseminam a “cultura de massa”, como o que existe na televisão e no rádio, é sustentada pelas empresas através da propaganda de seus produtos, ou seja, todos aqueles que escutam o rádio ou assistem TV estão sendo submetidos à ideologia dominante, mesmo quando existe a liberdade de escolha, por exemplo, do canal a se assistir, acaba-se caindo na mesma ideologia.
A questão da padronização remete-nos à ideia de indústria, à produção industrial, mas atividade esta que na “Indústria Cultural” aplica-se ao próprio indivíduo, transformando-o em objeto, em um bem de consumo, como observado na obra “Marilyn Monroe” de Andy Warhol, em que a atriz é retratada diversas vezes, com a mesma base, tal como produto industrial.
Segundo Adorno, uma forma de fuga da “Indústria Cultural” é a arte. Quando um indivíduo produz arte, ele se torna autônomo e consciente, libertando-se da manipulação; mesmo assim, sua personalidade estaria fortemente marcada pelas influências que recebera durante sua formação social.


Ingrid Mariana Oliveira 2ºMD

A Dominação do consumismo

As pessoas na sociedade de hoje estão cada vez mais iguais e submetendo-se ao que a mídia lhes diz que é correto, não formando suas próprias opiniões, “seguindo” as celebridades, que nos mostram a “perfeição”, ou seja, as pessoas estão cada vez mais seguindo a massa.
Na teoria de Adorno e Horkheimer, é afirmado que a Indústria Cultural é a produção em massa de necessidades que uniformizam a sociedade, ou seja, um conjunto de comportamentos, condutas e atitudes que todos “seguem”. Como a Coca-Cola, que é um produto muito consumido por todos os tipos de classe social, porém aqueles que não a consomem são “excluídos” do considerado “padrão”, são desvalorizados como pessoas.
As propagandas hoje nos influenciam demais no que devemos ou não fazer, todos são manipulados por elas. Alguns dizem: “Olha, seja você mesmo”, ou “Seja diferente, compre o produto tal”, mas como ser diferente ou ser você mesmo se todos os valores que construímos foram formados pela propaganda, pelo marketing? Por isso é totalmente contraditório dizer: “Eu tenho um estilo próprio, não fui influenciado por ninguém, não sigo a ‘modinha’”, pois para sermos o que nós somos, tivemos em algum momento a influência de algo ou alguém, tornando, assim, considerações como essas totalmente incorretas.
Nos quadros de Andy Warhol, em que ele retrata Marilyn Monroe, considerada até hoje um símbolo de beleza e estilo, ele a coloca repetidamente, mudando apenas as cores de cada quadro, ou seja, ele quis nessa obra banalizá-la, repetindo-a várias vezes, tornando algo de extraordinário em comum, comparando-a com a Coca-Cola, por exemplo, que quando surgiu era algo “fora do comum”, e depois se tornou algo “normal”, que todos bebem. Desta maneira, estariam num mesmo patamar, como objetos de consumo para a sociedade.
Por fim, conclui-se que a sociedade de hoje valoriza muito mais o “ter” do que o “ser”, o que a torna uma sociedade cada vez mais desigual, porém, absurdamente, igual perante o consumismo, formando o verdadeiro caos em que ela se encontra. Uma sociedade totalmente dominada pelo capitalismo, e mais, totalmente dominada pela Indústria Cultural.


Jordania Souza Miranda 2ºME

Subliminar

O “Eu” não existe. Somos aquilo que nos ensinam a ser. Somos movidos pela mídia.
Em um mundo capitalista, que tem como base o lucro, somos diariamente ensinados a cooperar com tal sistema. Somos anunciados e vendidos de acordo com a imagem que transmitimos, e a partir dela é que se diz quanto valemos.
Sucesso? Fama? Quem comanda é a propaganda. Você é bonita? Parabéns, fará sucesso! Não é necessário ter nenhum talento especial, ser intelectual, tocar diversos instrumentos ou apoiar a “paz mundial”, é necessário apenas que aja conforme a moda (ou pense estar agindo contra ela), siga alguma tendência, participe de um Reality Show, pose em alguma revista, ou, pelo menos, case-se com um grande empresário ou jogador de futebol.
Tá na moda ser jovem? Seja jovem! Crie um profile no orkut. Siga pessoas famosas no twitter, vá a festas (e seja fotografado em todas elas). Tênis novo? Corra, vá comprá-lo! Sem dinheiro? Não tem problema, divida em 10x no cartão e crédito, o sistema o ajuda. O importante é estar na moda.
O problema aparece quando se é desprovido de beleza, ou talvez não. É necessário apenas que se faça alguns sacrifícios. Passe horas em salões de beleza, faça alguns tratamentos estéticos, pare de comer, compre a blusinha da promoção que está “super” na moda e procure aderir a algum movimento ou siga alguma tribo e pronto, o sucesso estará garantido.
São coisas como essas que ouvimos todos os dias e, mesmo que inconscientemente, seguimos ao pé da letra.
Que tempo é este em que a única razão da existência baseia-se em aparecer ou tentar apagar a certeza de que somos completamente inúteis? Agimos assim para que exista algum sentido na palavra “vida”. Desde o começo de nossa existência somos ensinados a viver conforme o sistema e mesmo que tentemos fugir disso, nada será diferente. Continuaremos a ser manipulados por este mal, que cada vez mais ganha força entre nós a maior, mais eficaz e possivelmente indestrutível força do sistema: a mídia.


Juliana Lemos dos Santos 2ºME

A indústria como cultura e identidade

Para dar início ao entendimento de como a cultura foi influenciada pela indústria e passou a definir a identidade da sociedade, deve-se adquiri o conhecimento do que é a Indústria Cultural.
A Indústria Cultural surgiu a partir do sistema capitalista, no qual tudo gira em torno do dinheiro. Resumidamente, foi uma forma dos grandes capitalistas levarem as pessoas a consumirem, pensando no consumismo como fundamento e princípio da vida. Dessa maneira, esse consumismo influenciou a forma de pensar e agir das pessoas, logo se introduzindo nos costumes e tradições da cultura.
Com a Indústria Cultural ocorre a padronização da sociedade (pode-se notar isso com a forma de pensar, de vestir-se, manifestar-se, os estilos musicais que essa sociedade capitalista adotou). Afinal, a indústria produz em massa a mesma coisa e com a ideologia da publicidade influencia as pessoas; a perda da identidade do indivíduo ocorre por seguir a massa:“Não há sempre sujeito, ou sujeitos [...] Digamos que o sujeito é raro, tão raro quanto as verdades.”, declara Badiou.
Na obra de A. Warhol, em que ele pinta diversas vezes a sex-symbol Marilyn Monroe usando várias tonalidades de cor do mesmo rosto (da mesma expressão) da atriz, é como se houvesse uma variedade da mesma coisa. Segundo Theodor Adorno:
Todos são livres para dançar e para se divertir, do mesmo modo que, desde a neutralização histórica da religião, são livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coerção econômica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa.

Em síntese, pode-se concluir que atualmente (e muito provavelmente no futuro também) a indústria muda todos os princípios do indivíduo, assim, fazendo com que esse perca sua verdadeira cultura e identidade: “Em muitas pessoas já é um descaramento dizerem “Eu””, segundo T.W. Adorno.


Kaene Celina de Jesus Correia 2ºMF

A ilusão do “eu”

Hoje, em 2010, vivemos em um mundo industrial, capitalista. Nesse mundo frenético, as coisas são produzidas em grande escala devido ao nosso sistema econômico, que valoriza o lucro.
A produção em massa dos produtos tem que ser feita de forma rápida e eficiente, quanto menos se gastar na produção, melhor. Então, para ganhar tempo, as coisas são produzidas iguais e da mesma forma.
As propagandas de TV, rádio, são utilizadas para ganhar o consumidor e fazê-lo comprar. O marketing conquista as pessoas mostrando o que todos buscamos, a felicidade, junto com o modelo de vida, o de “ser jovem”. Para tê-los, você tem que obter certo produto, assim mostram as propagandas.
Adquirir o produto ou não, depende de cada pessoa, é uma escolha livre. Se você não gosta de uma coisa, procure algo que lhe agrade. Só que ao pensar assim, a ilusão de que você não é influenciado e é único só ajuda a manter a Indústria Cultural.
Compramos modelos de vida, todos iguais, não importa se é pagodeiro ou roqueiro, todos somos influenciados. Por isso somos padronizados, já que é muito mais fácil fazer dois ou três modelos de vida do que um para cada ser, o que seria prejuízo, pois não dá lucro.
Essa condição do “eu”, criada para vender os produtos, é falsa. O “eu” é construído desde o lugar onde se mora, até pelas propagandas. Na massa, a Indústria leva o indivíduo a pensar que é único.

Nenhum comentário:

Postar um comentário